quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Melhores Alunos de Português 2008

1º A:

Ana Maria
Camila Ignácio
Nataly Casagrande


1º B:

Bábara (Barbarela)
Bruna (Brunela)
Daiane (ajudante/secretária)

1º C:

Vanessa Serra
Guilherme
Bruna

1º D:

Ludmila
Ana Paula (a quietinha)

Desculpe-me não lembrar o sobrenome de vocês!
A todos vocês boas e merecidas férias, pois vocês que realmente estudaram com afinco e se dedicaram com seriedade nas nossas aulas merecem descanso!!!
Desejo que vocês se divirtam muito nestas férias, descansem, cuidem-se e retornem para um ano letivo de mais sucesso ainda que o de 2008.

Um grande abraço,

Profº Marcos Lemos.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Adjetivos

Adjetivo é a palavra variável que designa uma especificação ao substantivo, caracterizando-o.
Os adjetivos podem ser classificados em:

1. primitivos: radicais que por si mesmos apontam qualidades.

Ex: claro, triste, grande, vermelho.

2. derivados: são formados a partir de outros radicais.

Ex: infeliz, azulado.

3. simples: apresentam um único radical em sua estrutura.

Ex: apavorado, feliz.

4. compostos: apresentam pelo menos dois radicais em sua estrutura.

Ex: ítalo-brasileiro, socioeconômico.


Adjetivos pátrios

São os adjetivos referentes a países, estados, regiões, cidades ou localidades. Ex: brasileiro, goiano, carioca, acreano, capixaba.

Flexões dos adjetivos

Os adjetivos apresentam flexões de gênero, número e grau.

1.Flexão de gênero

Os adjetivos assumem o gênero do substantivo do qual se referem.

Ex: Uma mulher formosa

um homem formoso

Uma professora ativa

um professor ativo

2. Flexão de gênero

Os adjetivos podem ser uniformes e biformes.

a) adjetivos biformes: apresentam uma forma para o gênero feminino e outra para o masculino. As formas do feminino são marcadas pelo acréscimo do sufixo –a ao radical

Ex: o homem honesto = a mulher honesta

o produtor inglês = a produtora inglesa.

b) adjetivos uniformes: possuem uma única forma para o masculino e o feminino

Ex: pássaro frágil – ave frágil,

escritor ruim – escritora ruim.

3. Flexão de número

Os adjetivos concordam em número com os substantivos que modificam, assumem a forma singular e plural.

Ex: político corrupto – políticos corruptos

salário digno – salários dignos.

Observação: adjetivos compostos merecem maior atenção na formação de plural

a) Nos adjetivos compostos formados por dois adjetivos, apenas o segundo elemento vai para o plural

Ex: clínica médico-dentária= clínica médico-dentárias.

b) Os adjetivos compostos em que o segundo elemento é um substantivo são invariáveis também em número

Ex: recipiente verde-mar - recipientes verde-mar

tinta amarelo-canário – tintas amarelo-canário.

Adjetivos

Adjetivo é uma classe de palavras variável e que, portanto, se flexiona em gênero, número e grau.
O adjetivo tem como principal característica atribuir uma qualidade a um nome (substantivo).

Ex.: O menino feliz chegou. (feliz = qualidade(adjetivo) de menino (substantivo).

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Gregório de Matos
(1636-1695 )
Antologia Poética
Biografia
Foi tão tumultuada a vida do poeta baiano que um biógrafo chamou-a de “vida espantosa”.
Como filho de senhor de engenho, Gregório pôde estudar em Portugal,para onde se mudou aos 14 anos de idade. Lá passou 32 anos, prósperos e tranqüilos.
Retornou ao Brasil, em 1682, nomeado para funções na burocracia eclesiástica da Sé da Bahia. Durou pouco no cargo, do qual foi destituído em 1683. Iniciou-se, então, a última fase de sua vida. O casamento com Maria dos Povos, a quem dedicou belíssimos sonetos, não impediu a decadência, social e profissional, do Dr. Gregório. Ficou famoso em suas andanças e pândegas pelos engenhos do Recôncavo.
Mais famosas ainda eram suas sátiras. Talvez por causa delas, foi deportado para Angola, em 1694. Pôde retornar ao Brasil, no ano seguinte, mas para o Recife, onde morreu aos 59 anos de idade.
Gregório de Matos Guerra ficou conhecido na história da literatura como o Boca do Inferno, por causa de suas sátiras e de sua poesia. Mas sendo um autor barroco e, portanto surpreendente e contraditório, esse mesmo Boca do Inferno também disse coisas belíssimas sobre o amor, como nesse soneto que você acabou de ler.
Comentário
Podemos incluir o soneto de Gregório de Matos na tendência conceptista do Barroco, graças ao engenhoso desenvolvimento de uma única imagem, a da mariposa atraída pela chama que deverá matá-la. O sujeito lírico desdobra a comparação entre a sua situação e a da mariposa, explorando as semelhanças, para, na última estrofe, ponto culminante do soneto, estabelecer a grande diferença: seu sacrifício é mais terrível do que o dela, por que inútil.
Nosso poeta baiano merece que lhe dediquemos uma atenção especial.
Para muitos historiadores, ele é o iniciador da literatura brasileira. Mas é interessante observar ar que permaneceu inédito até meados do século XIX. Sua produção poética sobreviveu, até então, em livros manuscritos, colecionada por admiradores. As duas tentativas de publicação completa - por sinal, muito insatisfatórias - ocorreram já no nosso século XX: a edição da Academia Brasileira de Letras, em 6 volumes (1923-1933), e a edição de James Amado, em 7 volumes (1968).
Gregório recebeu influências tanto do Cultismo de Góngora quanto do Conceptismo de Quevedo. Seu espírito profundamente barroco pode ser percebido na contraditória diversidade dos temas que desenvolveu em sua obra:
a. poesia sacra (temática religiosa)
b. lírica amorosa
c. poesia satírica

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Machado de Assis - Biografia


Machado de Assis (Joaquim Maria M. de A.), jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.
Filho do operário Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência. Foi criado no morro do Livramento. Sem meios para cursos regulares, estudou como pôde e, em 1854, com 15 anos incompletos, publicou o primeiro trabalho literário, o soneto "À Ilma. Sra. D.P.J.A.", no Periódico dos Pobres, número datado de 3 de outubro de 1854. Em 1856, entrou para a Imprensa Nacional, como aprendiz de tipógrafo, e lá conheceu Manuel Antônio de Almeida, que se tornou seu protetor. Em 1858, era revisor e colaborador no Correio Mercantil e, em 60, a convite de Quintino Bocaiúva, passou a pertencer à redação do Diário do Rio de Janeiro. Escrevia regularmente também para a revista O Espelho, onde estreou como crítico teatral, a Semana Ilustrada e o Jornal das Famílias, no qual publicou de preferência contos.
O primeiro livro publicado por Machado de Assis foi a tradução de Queda que as mulheres têm para os tolos (1861), impresso na tipografia de Paula Brito. Em 1862, era censor teatral, cargo não remunerado, mas que lhe dava ingresso livre nos teatros. Começou também a colaborar em O Futuro, órgão dirigido por Faustino Xavier de Novais, irmão de sua futura esposa. Seu primeiro livro de poesias, Crisálidas, saiu em 1864. Em 1867, foi nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial. Em agosto de 69, morreu Faustino Xavier de Novais e, menos de três meses depois (12 de novembro de 1869), Machado de Assis se casou com a irmã do amigo, Carolina Augusta Xavier de Novais. Foi companheira perfeita durante 35 anos. O primeiro romance de Machado, Ressurreição, saiu em 1872. No ano seguinte, o escritor foi nomeado primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, iniciando assim a carreira de burocrata que lhe seria até o fim o meio principal de sobrevivência. Em 1874, O Globo (jornal de Quintino Bocaiúva), em folhetins, o romance A mão e a luva. Intensificou a colaboração em jornais e revistas, como O Cruzeiro, A Estação, Revista Brasileira (ainda na fase Midosi), escrevendo crônicas, contos, poesia, romances, que iam saindo em folhetins e depois eram publicados em livros. Uma de suas peças, Tu, só tu, puro amor, foi levada à cena no Imperial Teatro Dom Pedro II (junho de 1880), por ocasião das festas organizadas pelo Real Gabinete Português de Leitura para comemorar o tricentenário de Camões, e para essa celebração especialmente escrita. De 1881 a 1897, publicou na Gazeta de Notícias as suas melhores crônicas. Em 1880, o poeta Pedro Luís Pereira de Sousa assumiu o cargo de ministro interino da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e convidou Machado de Assis para seu oficial de gabinete (ele já estivera no posto, antes, no gabinete de Manuel Buarque de Macedo). Em 1881 saiu o livro que daria uma nova direção à carreira literária de Machado de Assis - Memórias póstumas de Brás Cubas, que ele publicara em folhetins na Revista Brasileira de 15 de março a 15 de dezembro de 1880. Revelou-se também extraordinário contista em Papéis avulsos (1882) e nas várias coletâneas de contos que se seguiram. Em 1889, foi promovido a diretor da Diretoria do Comércio no Ministério em que servia.
Grande amigo de José Veríssimo, continuou colaborando na Revista Brasileira também na fase dirigida pelo escritor paraense. Do grupo de intelectuais que se reunia na Redação da Revista, e principalmente de Lúcio de Mendonça, partiu a idéia da criação da Academia Brasileira de Letras, projeto que Machado de Assis apoiou desde o início. Comparecia às reuniões preparatórias e, no dia 28 de janeiro de 1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, à qual ele se devotou até o fim da vida.
A obra de Machado de Assis abrange, praticamente, todos os gêneros literários. Na poesia, inicia com o romantismo de Crisálidas (1864) e Falenas (1870), passando pelo Indianismo em Americanas (1875), e o parnasianismo em Ocidentais (1901). Paralelamente, apareciam as coletâneas de Contos fluminenses (1870) e Histórias da meia-noite (1873); os romances Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878), considerados como pertencentes ao seu período romântico. A partir daí, Machado de Assis entrou na grande fase das obras-primas, que fogem a qualquer denominação de escola literária e que o tornaram o escritor maior das letras brasileiras e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa.
A obra de Machado de Assis foi, em vida do Autor, editada pela Livraria Garnier, desde 1869; em 1937, W. M. Jackson, do Rio de Janeiro, publicou as Obras completas, em 31 volumes. Raimundo Magalhães Júnior organizou e publicou, pela Civilização Brasileira, os seguintes volumes de Machado de Assis: Contos e crônicas (1958); Contos esparsos (1956); Contos esquecidos (1956); Contos recolhidos (1956); Contos avulsos (1956); Contos sem data (1956); Crônicas de Lélio (1958); Diálogos e reflexões de um relojoeiro (1956). Em 1975, a Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministério da Educação e Cultura e encabeçada pelo presidente da Academia Brasileira de Letras, organizou e publicou, também pela Civilização Brasileira, as Edições críticas de obras de Machado de Assis, em 15 volumes, reunindo contos, romances e poesias desse escritor máximo da literatura brasileira.

Dom Casmurro

Dom Casmurro Bentinho, chamado de Dom Casmurro por um rapaz deseu bairro, decide atar as duas pontas de sua vida . A partir daí, inicia acontar sua história (importante salientar esse detalhe !!!! É Bentinho que nosnarra sua vida).Morando em Matacavalos com sua mãe Dona. Glória,viúva , José Dias o agregado, Tio Cosme advogado e viúvo e prima Justina(viúva) , Bentinho possuía uma vizinha que conviveu como"irmã-namorada" dele , Capitolina - a Capitu . Seu projeto de vidaera claro, sua mãe havia feito uma promessa, em que Bentinho iria paraum seminário e tornar-se-ia um padre . Cumprindo a promessa Bentinho vai para oseminário, mas sempre desejando sair, pois se tornando padre não poderia casarcom Capitu . José Dias, que sempre foi contra ao namoro dos dois, é quemconsegue retirar Bentinho do seminário, convencendo Dona Glória que o jovem deveriair estudar no exterior, José Dias era fascinado por direito e pelos estudos noexterior. Quando retorna do exterior, Bentinho consegue casar com Capitu edesde os tempos de seminário havia fundamentado amizade com Escobar que agoraestava casado e sempre foi o amigo íntimo do casal. Nasce o filho de Capitu,Ezequiel. Escobar, o amigo íntimo, falece e durante o seu velório Bentinho percebeque Capitu não chorava, mas aguçava um sentimento fortíssimo. A partir dessemomento começa o drama de Bentinho. Ele percebe que o seu filho (?) era a carade Escobar e ele já havia encontrado, às vezes, Capitu e Escobar sozinhos emsua casa. Embora confiasse no amigo, que era casado e tinha até filha, odesespero de Bentinho é imenso. Vão para Europa e Bentinho depois de um tempovolta para o Brasil . Capitu escreve-lhe cartas, a essa altura, a mãe deBentinho já havia morrido, assim como José Dias. Ezequiel um dia vem visitar opai e conta da morte da mãe. Pouco tempo depois, Ezequiel também morre, mas aúnica coisa que não morre no romance é Bentinho e sua dúvida .Análise num pequeno comentário :Os olhos oblíquos e dissimulados de Capitudemonstram as duas pontas da história da vida de Bentinho: seu primeiro beijona amada ocorre mediante a percepção daqueles belíssimos olhos de ressaca e seudrama é, justamente, a percepção no velório dos mesmos olhos de Capitu. Ainfância coligada com Capitu também contribui para a afirmação de Bentinho,pois ela sempre esteve com o espírito de dissimulação que o deixava abismadonos momentos que ela conseguia enganar o próprio pai , o velho Pádua.Dom Casmurro é um livro complexo e cada leituraorigina uma nova interpretação. Segundo Fábio Lucas, prefacionista de uma dasedições de Dom Casmurro: "É a triangulação ideal que traduz a certeza deuma consciência conturbada , a de Bentinho (cujo nome - Bento Santiago - Santorepresenta Bem e Iago no drama Othello é a consciência perversa, ou seja, afusão entra o bem e o mal), e resulta, para o destinatário de seu discursomesclado de objetividade e de ressentimento (subjetivismo), numa ambigüidadeinsolúvel".Machadode Assis faz em Dom Casmurro um fato inacreditável em sua narrativa: Ele cria umnarrador que afirma algo (ou seja, diz que foi traído) e o leitor não conseguedecidir-se se ele está mentindo ou não.. E aquela famosa pergunta que é a trilogia doromance, não só entre os brasileiros, mas também como os estudiosos do livro deoutros países: Teria sido Capitu culpada de adultério?